ISSN 1981-4313

Volume 8, número 3 - 2009
Artigos publicados

Editorial

A evolução da Ciência do Esporte, em nosso país, é algo incontestável e dispensa aval deste ou daquele grupo de experientes pesquisadores. Tal é a repercussão presente em vários setores da sociedade e não apenas nos meios acadêmicos específicos, onde vemos discussões e análises sobre fatos que permeiam seu contexto, numa feição escolarizada ou de rendimento, sem esquecer do entretenimento. Incorpora-se a este viés as demais adjetivações que denotarão com as propriedades da especificidade a que se voltam: de aventura, de manutenção, de risco, de prevenção, usando cada vez mais os olhares interdisciplinares que engrandecem seu formato final.

A interdisciplinaridade toma a frente deste campo de estudo e facilita a ampliação de leitura de novos campos de pesquisa e de atuação profissional. Só que, neste momento, com um embasamento científico ampliado e renovado: muitos e novos pesquisadores estão à busca de dados que constatem seus experimentos, de um modo ou de outro.

Num momento esportivo ímpar, em que vivemos, com inúmeros grupos e laboratórios de estudos e pesquisas se firmando, tirando a primazia apenas dos grandes centros, em todos os cantos do Brasil, notamos que os olhos estão voltados para o crescimento da Educação Física, tenha ela o viés que tiver; o que importa é dar visibilidade e credibilidade à área, mostrando que muito se falou e que, na atualidade, muito se busca compreender e aplicar o conhecimento, que já pertenceu a uma nata da sociedade.

É desta forma que nos pegamos contatando novos pesquisadores que, anonimamente, com uma curiosidade tenaz e pertinente aos iniciados, empregam seu tempo e conhecimento, na busca de algo novo ou na tentativa de replicar conhecimentos memoráveis, recebidos de seus mestres, numa direção ou noutra, traçando novos rumos e reformulando espaços para cada uma das vertentes da Educação Física.

Muito diferente do tempo em que se pesquisava numa única direção e numa única perspectiva, hoje, a Educação Física se alinha aos demais outros focos de indagação e busca convergir para o avanço do homem. A questão do rendimento esportivo ainda exerce certo fascínio, num país em que atletas são divinizados e entronados, mas não caminha muito distante dos demais olhares: as Ciências Humanas estão demarcando seu terreno, da Educação Física Escolar ao alto rendimento.

Percebemos que temas emergentes despontam, pelo Brasil todo e, mesmo onde os centros de pós-graduação não tenham fincado pés, pesquisadores se voltam às buscas acadêmicas e estendem seus resultados à comunidade circunvizinha. A difusão da ciência é incontestável e rápida.

Cada vez que o Corpo Editorial se reúne para traçar planos, na tentativa de um novo Caderno, mais nos surpreendemos com a pluralidade de trabalhos sérios e instigantes, realizados pelos profissionais e pesquisadores de todo o país, dos mais novos aos mais experientes, dos que se assentam em grandes e renomados laboratórios aos que se iniciam na trajetória acadêmica. Percebemos, sim, que cada um, a seu modo, demonstra em seu trabalho a preocupação com a melhora da qualidade de vida do seu povo.

Seja na leitura e ótica que for, está sendo buscado, com seriedade e ênfase um avanço nas Ciências do Esporte. Questões polêmicas e de ordem geral ou investigações peculiares e regionalizadas fecham um mapa de desenvolvimento científico, sentido neste novo tempo. Sinal da modernidade.

Que tenhamos fôlego para uma longa jornada e que o conhecimento continue e permear o meio que optamos por campo profissional e acadêmico.

Afonso Antonio Machado
Presidente da Comissão Editorial

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